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Conhecendo e aprendendo também fora da escola

Verbus Comunicação - 6 de agosto de 2019

Excursões do Estudo do Meio em ambientes externos complementam diversos conteúdos pedagógicos

 

O Estado de São Paulo possui centenas de lugares que podem ensinar os jardanenses sobre temas de várias áreas do conhecimento, como História, Geografia, Física, Química e Biologia. Pensando nisso, o Colégio Jardim São Paulo realiza todos os anos o seu famoso Estudo do Meio — por isso, alunos do Ensino Fundamental e Ensino Médio participam de excursões, chamadas de Estudo do Meio, visitando museus, igrejas, construções históricas, áreas de preservação ambiental, fazendas e fábricas.

O objetivo da atividade é estimular o aprendizado fora da sala de aula, além de levar os estudantes a ambientes e locais descritos nos livros didáticos.

 

Itu e Cabreúva: fábrica, sítio e cultura indígena

 

Adentrando o interior de São Paulo, os alunos do 2º, 3º e 6º anos do Ensino Fundamental visitaram os municípios de Itu e Cabreúva. Ali, aprenderam sobre história e economia do Brasil, além de conheceram o dia a dia dos indígenas da região.

Na terra dos semáforos e telefones públicos gigantes, os jardanenses entraram na Fábrica São Luiz. Atualmente convertido em centro cultural, o local era uma indústria de tecidos, inaugurada em 1869, e considerada a primeira a vapor do Estado e a segunda do Brasil. Guiado por monitores especializados, os estudantes observaram todo o antigo maquinário e ouviram sobre a sua importância histórica.

Ainda em Itu, a excursão também visitou a Matriz Nossa Senhora da Candelária, uma igreja barroca de 1780 que possui ricos detalhes internos como pinturas e entalhes.

Saindo da cidade e entrando na área rural de Cabreúva, a turma conheceu o Espaço Cultural Sítio do Sol. Desde 1995, a área é destinada ao ensinamento da cultura indígena brasileira. Com diversas construções típicas dos nativos, a fazenda assemelha-se a uma pequena aldeia, administrada e coordenada pelos índios Guaranis.

Recebidos pelo líder da tribo, os visitantes puderam vivenciar toda a rotina dos índios: atiraram de arco e flecha, falaram diversas palavras em guarani (aprendendo também seu alfabeto), conheceram as ervas medicinais e ouviram músicas tradicionais. Eles também foram ensinados sobre a relevância dos povos indígenas para o País e da necessidade de preservar e respeitar sua cultura.

 

Santos: futebol, café e bondes

 

Os estudantes do 7º ano do Ensino Fundamental vestiram seus bonés, colocaram protetor solar e desceram a serra entre a capital paulista e o litoral para visitar a cidade de Santos. Fundada em 1546, o munícipio praiano revela importantes histórias de nosso país, desde o período da colonização até o grande enriquecimento da economia cafeeira.

A primeira parada dessa viagem pelo conhecimento foi no Monte Serrat. Para subir sua íngreme encosta, utilizou-se um bonde especial. Projetado em 1927, ele percorre, verticalmente, 242 m de extensão. Do topo do monte, todos puderam ver uma deslumbrante imagem panorâmica da cidade e conhecer a Capela de Nossa Senhora do Monte Serrat, uma construção do século 17.

Após descerem do monte, foi a vez de os alunos entrarem em campo e visitarem o Museu Pelé. Instalado nos antigos casarões do bairro do Valongo, o local guarda a biografia do rei do futebol, além de camisas, chuteiras, bolas, condecorações e troféus.

Deixando a bola de lado, os jovens também aprenderam a história do nosso país no edifício da antiga Bolsa Oficial de Café. Convertido em museu, o local ensina sobre a economia cafeeira dos séculos 19 e 20. A excursão encerrou-se com uma volta de bonde pelo centro histórico de Santos.

 

Templos religiosos: meditação, fé e espiritualidade

 

Mesmo sem sair da cidade de São Paulo, ainda é possível conhecer as culturas do mundo. Essa foi uma das lições aprendidas pelos estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental em sua excursão do Estudo do Meio. Para aprender sobre as principais religiões existentes, trazidas principalmente por imigrantes ao longo de várias décadas, os jardanenses visitaram diversos templos religiosos da capital.

O primeiro deles foi a Mesquita do Brás, localizada na região central da cidade. Ao lado de pinturas adornadas e ricas em detalhes, os visitantes ouviram sobre a religião muçulmana e sua história no Oriente Médio.

Permanecendo na influência asiática da cidade, eles também conheceram o templo budista Tzong Kwan, na Vila Mariana. Sentados no chão do salão cerimonial, os alunos puderam meditar, contemplar as imponentes e douradas esculturas dos Budas, além de aprender sobre a cultura oriental.

A próxima parada foi a Igreja Ortodoxa Grega de São Pedro, no bairro do Brás. Observando os diversos desenhos de anjos e apóstolos no altar e teto do local, os jardanenses receberam explicações sobre os fundamentos da religião cristã ortodoxa e suas diversas variações ao redor do mundo.

Os alunos ainda visitaram o Memorial da Imigração Judaica. Além de possuir a primeira sinagoga do Estado, fundada em 1912, o prédio possui uma exposição com inúmeras fotos, livros e outros objetos que contam a história do povo judeu no Brasil. Ali, os estudantes conheceram o judaísmo e ouviram sobre a perseguição aos judeus e a execução em massa (holocausto) durante a Segunda Guerra Mundial.

 

USP: experimentos, fósseis e ciência

 

Para aprender sobre Química, Física e Biologia, os estudantes da 1ª série do Ensino Médio visitaram a Cidade Universitária da Universidade de São Paulo (USP), no bairro do Butantã. Dentro desse enorme campus, eles conheceram desde nitrogênio líquido até esqueletos de elefantes.

Começando o tour no Instituto de Física (Ifusp), os visitantes assistiram ao famoso Show de Física. Criado há mais de 25 anos, o espetáculo é apresentado por monitores da faculdade, mas os verdadeiros protagonistas são os próprios espectadores que sobem ao palco e sentem na pele as divertidas e lúdicas experiências científicas. Arrepiar os cabelos, lançar projéteis e girar em plataformas rotatórias são alguns dos experimentos que ajudam a entender sobre eletricidade, óptica e termodinâmica.

Durante a visita, os jardanenses também conheceram o Museu de Anatomia Veterinária Prof. Dr. Plínio Pinto e Silva (MAV) da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia. Aberto à visitação pública desde 1984, o local possui vários esqueletos, órgãos e estruturas anatômicas de diversos animais vertebrados, principalmente mamíferos. Ao lado de ossos de camelos e de aves empalhadas, os alunos aprenderam sobre ecologia e evolução.

 

B3: investimentos, economia e bolsa de valores

 

Existe lugar melhor para aprender sobre a economia brasileira do que no centro financeiro da cidade? Buscando conhecer mais sobre o mercado e seus mecanismos, os jardanenses da 2ª (unidade Cataguases) e 3ª (unidade Tremembé) séries do Ensino Médio visitaram a sede da Bolsa de Valores de São Paulo, no bairro de São Bento.

Atualmente, as operações da instituição são administradas pela empresa B3 (também conhecida como Brasil, Bolsa, Balcão). Criada em 2017, ela é a fusão da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&FBovespa) com a Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos (Cetip).

No prédio, os estudantes aprenderam que o antigo pregão, lar da famosa, tumultuada e barulhenta compra e venda de ações, ficou no passado. Esse sistema foi abolido em julho de 2009, quando as negociações migraram totalmente para o sistema eletrônico.

Em um auditório, os alunos assistiram a uma palestra sobre a história de nossa economia e sua estrutura atual. Eles também conheceram algumas regras básicas de educação financeira, como a importância de poupar e investir.

A excursão ainda visitou o Centro de Operações Armínio Fraga Neto. Com seus grandes telões, cheios de números e gráficos, o local coordena e processa as operações digitais da bolsa.

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