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Ballet: descubra como a atividade chegou ao Brasil e conheça possíveis benefícios da prática

DDWB Agência - 27 de janeiro de 2020

O ballet, ou balé, é uma das danças mais clássicas do mundo. Não sem motivo, já que sua origem remonta aos circuitos da corte italiana dos séculos 15 e 16, onde casamentos e bailes, que celebravam eventos especiais da alta sociedade, eram não apenas um momento comemorativo, mas verdadeiros e elaborados espetáculos de música e dança. 

Foi nessa época que a técnica do ballet foi formalizada. Com o casamento da princesa italiana Catarina di Medici (1519-1589) com o rei francês Henrique II, o centro cultural europeu passou a ser a França, e o país se tornou o epicentro do ballet no mundo, sempre associado à corte. 

Mas foi somente durante o reinado de Luís XIV (1638-1715) que o ballet francês atingiu o seu auge, já que o monarca era um entusiasta das artes e, também, bailarino. Sua performance em um espetáculo em que vestia uma fantasia muito brilhante lhe rendeu o apelido de “Rei do Sol”, alcunha que o acompanhou pelo resto de seu reinado.

Além de dançar em diversos espetáculos, Luís XIV contribuiu imensamente para a difusão da modalidade e criou a primeira escola de ballet, com o intuito de melhorar e aperfeiçoar a arte. Foi ele também que, com o objetivo de unificar a dança no mundo, exigiu que os códigos da dança fossem definidos para que todos falassem a mesma língua e tivessem o mesmo entendimento sobre os movimentos do ballet. 

Mais do que uma dança

O contexto do surgimento do ballet fez com que essa prática se tornasse mais do que uma dança. Quando se fala em ballet, entende-se que ele envolve, além dos movimentos, a música, o figurino e o cenário. Além disso, este tipo de dança e a ópera estiveram necessariamente ligados por muitos anos, sendo indissociáveis em apresentações do gênero. 

Foi essa combinação que fez com que ambas as modalidades ganhassem um prestígio que ultrapassou as fronteiras parisienses. Então, o ballet clássico passou a fazer sucesso em diversos países e, no século 19, ganhou força na Rússia, tendo São Petersburgo como cidade central da atividade.

Os russos levaram a performance e o treinamento dos bailarinos muito a sério, aperfeiçoando cada vez mais a técnica e execução dos movimentos, elevando o nível da dança no país. O ballet russo ganhou destaque por combinar o melhor do ballet italiano e do ballet francês em um estilo próprio, dedicado à técnica.

Foi esse cuidado com a execução e com a criação de verdadeiros espetáculos que fez com que a prática recuperasse sua força na Europa ocidental, onde a modalidade estava em baixa. Quando um empresário russo levou a apresentação da companhia russa Ballets Russes para a França, conseguiu retomar o prestígio da dança, que agora havia sido repaginada em um grande espetáculo de arte, música, efeitos visuais, design e uma performance sem precedentes, com bailarinos da mais alta capacidade.

Ballet no Brasil

Foi uma bailarina Russa quem trouxe o ballet para o Brasil. Maria Oleneva chegou no Rio de Janeiro em 1927, onde criou a Escola de Danças Clássicas do Teatro Municipal que, aos poucos, ajudou a difundir a modalidade pelo país. Depois dela, outros bailarinos europeus também trouxeram novas modalidades do ballet para o país, ajudando a formar dançarinos brasileiros que, até hoje, mantêm os circuitos de ballet brasileiros. 

Benefícios para corpo e mente

O balé, como outras danças, é, antes de tudo, uma atividade física que movimenta o corpo e pode melhorar a condição física. Mas também é uma atividade divertida, especialmente para crianças que estão começando a procurar formas de se expressar. Além disso, o balé pode trazer benefícios para a saúde física e mental, como:

Disciplina

Para aprender a executar os movimentos do ballet de forma correta, é preciso treinar e evoluir de forma lenta e constante. Para algumas crianças, essa pode ser uma forma de aprender também a ter disciplina e persistência. Uma criança que quer aprender a fazer um movimento do ballet clássico pode entender que, para isso precisa se esforçar. E esse é um aprendizado que vale a pena adquirir desde cedo.

Fortalece amizades

As aulas de ballet são feitas em grupos, o que faz com que o ambiente traga boas oportunidades para fazer amizades e, claro, mantê-las. Além disso, alguns dos movimentos das aulas são feitos em grupo ou duplas, o que pode ajudar a fortalecer laços. 

Aprendizado e confiança

O ballet também pode ser uma forma de desenvolver consciência corporal e ter confiança sobre si mesmo. É claro que cada criança tem um comportamento diferente e nem todas sentirão os mesmos benefícios, mas, certamente, é uma atividade que pode trazer ótimos frutos para o desenvolvimento dos pequenos.

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